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Bill Gates e a vingança dos nerds |
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São Paulo - Saiba como o fundador da Microsoft influenciou o universo e a vida destas figuras. Tecnólogo, visionário, bilionário, monopolista, filantropo. Ao longo dos seus mais de 30 anos de carreira, Bill Gates acumulou diversos títulos. Mas talvez nenhum deles lhe caia tão bem como aquele que carrega desde muito antes da fama: o de nerd. Camisa xadrez, óculos, cabelo desarrumado, Bill Gates é o típico garoto que senta na primeira fileira na escola, arrasa na prova de física e não é lá muito popular entre as garotas - com um pequeno diferencial: 50 bilhões de dólares na conta bancária. > Que tipo de nerd é você? Gates não foi o primeiro “nerd” da história - a expressão surgiu no início da década de 1950, quando o pequeno Bill sequer havia nascido -, mas certamente ajudou a redefinir o termo. Ao estereótipo do garoto brilhante, cheio de conhecimento e habilidades, porém sem traquejo social, Gates adicionou um ingrediente extra: prestígio. Um dos pais da computação pessoal, Gates inaugurou uma nova era, em que entender de coisas que vão além da compreensão das “pessoas comuns” - como os computadores - deixou de ser uma excentricidade e passou a ser “legal” - e, mais do que isso, dar dinheiro, muito dinheiro. Com Gates, os nerds ganharam um ícone à sua imagem e semelhança. Isso não quer dizer, contudo, que o cara mais inteligente da sala de repente passou a ficar cercado de amigos na hora do recreio. “O que faz a sociedade admirar Bill Gates não é o conhecimento, é a grana. O dinheiro trouxe a respeitabilidade”, opina Marcelo Coutinho, sociólogo e diretor-executivo do Ibope Inteligência. “O esquisito vai ser sacaneado a vida inteira”, opina Alexandre Ottoni, uma autoridade no assunto. Criador do site Jovem Nerd - e nerd daqueles que eram “sacaneados na escola”, em sua própria definição -, Ottoni acredita que a glória de Gates não rebateu no “nerd nosso de cada dia”. No entanto, o sucesso de Gates serviu de inspiração para outros jovens perseguirem a carreira em tecnologia, em sua opinião. “Mostrou que as pessoas interessadas são as que dão certo”, diz ele.
Por Daniela Moreira, editora assistente do IDG Now!
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